(0)

No Aço das Palavras

Categoria:
Livros
Preço:
R$104.20
Tampa:
Capa dura
{{variant.name}}:
{{opt.name}}
{{opt.value ? '' : opt.name}}
{{opt.value ? '' : opt.name}}
Descrição

Leia um trecho aqui:

https://www.saibacomo.com.br/no_aco_palavras.pdf

 

No Aço das Palavras

 

Eu forjo as letras no aço das minhas entranhas,

Onde o luto ainda queima como brasa que não apaga.

O mundo gira, insensato,

Feroz,

Gente que ri enquanto o outro sangra,

Que aplaude o circo e cospe na ferida alheia.  Filhos partem.

E o céu,

Cínico,

Continua azul.

Mesas postas com sorrisos de plástico,

Taças cheias de veneno doce,

E todos fingem que não veem o abismo que os abracam. 

Eu quero puxar a toalha.

Quero ouvir o estrondo do vidro e da porcelana

Gritando mais alto que a minha garganta rouca.

Quero que o mundo,

Por um segundo,

Sinta o peso do que ficou mudo dentro de mim,  mas as mãos que tremem de dor

Ainda seguram o pincel.

Ainda misturam sangue com tinta,

Cinza com arco-íris teimosos.

Porque a vida, essa vadia dura,

Me ensinou que aço não é só o que corta,

É o que resiste, dobra e não quebra. 

No aço das palavras eu me levanto.

No aço das palavras eu te chamo,

Ari,

Mesmo sabendo que o eco volta vazio.

No aço das palavras eu te amo,

Mundo cruel,

E ainda assim planto flores na rachadura do concreto. 

Que as pessoas continuem suas danças idiotas.

Eu fico aqui,

Debruçada sobre o ferro em brasa,

Escrevendo versos que cortam e curam,

Que doem e salvam. 

Porque quem já atravessou o fogo

Não tem mais medo de forjar.  Eu sou a mãe que chora.

Eu sou a leoa que ruge baixinho.

Eu sou a poeta do aço. 

E enquanto houver uma letra para bater no martelo,

Eu seguirei viva. Feroz.

Colorida, inteira.

 

Sorayapoetisa

2026

Palavras Com Aço e Ferrão

 

No aço das palavras eu cravo o ferrão.

Não para matar,

Para o veneno entrar devagar

E faça o outro sentir o que eu sinto quando respiro.

Sou escorpião de asas chamuscadas,

Cauda erguida, olhos que não piscam.

Minha voz não pede licença,

Ela entra como agulha quente na carne mole da ilusão.

Cada palavra é um golpe preciso:

Não dói logo,

Dói depois,

Quando o veneno já corre nas veias.

Tu queres doçura?

Eu não tenho mais.

O que sobrou foi aço temperado em lágrimas,

Ferrão banhado na ausência do ari,

Veneno destilado das noites em que chorei além da conta.

Eu ferro.

Eu marco.

Eu deixo a cicatriz brilhando como ouro negro.

Porque só assim alguém entende

Que por trás da borboleta

Existe um escorpião que aprendeu a voar.

Não peço perdão pelo meu veneno.

Ele é honesto.

Ele é meu.

É tudo o que me restou depois de perder tanto.

Se doer,

É porque você encostou onde ainda está vivo.

Se arder,

É porque a ferida ainda sangra por dentro.

Aqui estou, cauda erguida,

Recitando com a garganta em brasa.

Veneno e poesia misturados na mesma boca.

Aceita ou foge.

Mas não me peça para ser suave.

Eu já tentei.

O aço não perdoa quem mente para si mesmo.

 

Soraya c. Ponciano

2026

Meus Vídeos Poesia

Esperemos que tenha apreciados os vídeos poesia de Soraya Ponciano.

Compre com PIX

Adicione o valor do livro ou tela em seu PIX. Receberemos suas informações e manteremos contato para combinar a antrega.

Se preferir pode comprar também pelo Clube de autores. www.clubedeautores.com.br

Contate-nos

Será um prazer esclarece suas dúvidas!

Nome *
E-mail *
Mensagem *

Nossas Redes Sociais